A delicadeza do crochê filé

Vocês sabiam que o Crochê Filé, esse clássico que tanto amamos, tem suas raízes nas redes de pesca? O que começou como uma técnica rústica de marinheiros, evoluiu para uma das formas mais delicadas de arte manual, onde o 'vazio' desenha tanto quanto o ponto cheio.
 Hoje trago para vocês a minha versão dessa técnica que atravessou séculos..."
Quando eu era adolescente e acreditem isso já tem muitas décadas 

Aprendi os primeiros pontos de crochê, antes eu brincava de dar nós nas linhas  porque não saía praticamente nada.

Mas um dia descobri o Filé e adorei, fiz algumas toalhinhas no olhômetro mesmo, não sairam perfeitas mas eu fiquei apaixonada pela técnica.

O crochê Filé ou rendado como dizem algumas amigas, é delicado, pode até parecer que é mais difícil mas não é,já que utilizamos poucos pontos como o ponto alto e a correntinha, na minha opinião exige apenas atenção, mas isso qualquer arte precisa, para ser bem feita  não é mesmo?

A palavra "Filet" vem do francês e significa, literalmente, "rede". Na Antiguidade e na Idade Média, os pescadores já faziam redes de nós que formavam uma malha quadrada.
 Com o tempo, as mulheres começaram a usar essas redes de malha quadrada como base para bordar desenhos por cima. Isso era chamado de Filet Brodé (Filé Bordado).
O Crochê Filé, como conhecemos hoje (feito inteiramente com a agulha de crochê, sem precisar bordar por cima depois), ganhou força no século XIX, especialmente na França e na Itália. As artesãs perceberam que poderiam "tecer e desenhar" ao mesmo tempo, apenas alternando entre pontos altos (blocos cheios) e correntinhas (blocos vazios).

O interessante é que o gráfico, é o mesmo utilizado no ponto cruz, com espaços e os blocos preenchidos no caso pelos pontos altos. 
Assim sendo,qualquer desenho em uma malha quadriculada pode ser transposto para o crochê.


E o resultado são peças lindas e de aspecto delicado.



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