Hoje, conversando com uma colega sobre as mudanças ao nosso redor, ela se queixava da falta de empatia com os idosos, de como as pessoas parecem ficar incomodadas ao nos ver andando pelas ruas ou participando de atividades.
Em nossas conversas, depois de algum tempo é normal fazermos comparações entre a sociedade da época de nossa juventude e a que vivemos atualmente. E sempre surge aquela impressão de que hoje o tempo passa mais rápido. Mas não é bem assim.
Não é o tempo. Somos nós que deixamos de sentir prazer em viver cada momento.
Passamos a andar turbinados, olhando apenas para a frente, com um medo insano de sermos deixados para trás.
Tudo deixou de ser construído com a preocupação de durar. Os sentimentos, os relacionamentos, as amizades. Sem foco no alicerce, nossas construções vão desabando cada vez mais rápido para dar lugar a novas estruturas, tão frágeis quanto as anteriores.
Enquanto isso, as mais antigas, sem cuidado, seguem rumo ao esquecimento.
Sim, vivemos a cultura do imediatismo. Tudo dura apenas o tempo de ser aprovado ou cancelado.
Nossa vida ficou exposta, e nossas reações deixaram de ser nossas para serem compartilhadas com o mundo.
Novos tempos. O que fazer?
Longe de mim querer parar esse trem-bala em que a vida se transformou. Mas, mesmo que o futuro esteja logo ali, ainda existe o percurso, a estrada que, rápida ou não, terá de ser trilhada. E, como todo trem, ela tem janelas.
É esse detalhe que diferencia a minha geração. Nós gostamos de ficar na janela e acompanhar o que se passa ao redor.
A janela não ilude. Ela mostra a paisagem que vai passando e, querendo ou não, algumas pessoas olham através dela para ver algo novo ou para acompanhar o desenrolar calmo da natureza.
O futuro é mais do que necessário, porque ele chega.
Mas cuidar do nosso passado e dar sentido ao nosso presente é, na minha opinião, a melhor forma de erguer um futuro mais forte.
E, apesar de saber que minha voz não vai ecoar além deste blog, tenho fé de que as pessoas possam se conectar mais e descobrir que não precisamos correr. Precisamos apenas viver cada momento com mais intensidade.


Belas colocações fizeste e só posso concordar: melhor é tentar viver , sem correr, cada minuto que a vida nos oferece! Lindo dia! beijos, chica
ResponderExcluirObrigada Chica
ExcluirBrilhante reflexão com a qual concordo inteiramente.
ResponderExcluirÉ bom relembrar o passado, pois estão aí as nossas raízes, mas há que dar valor a cada momento do presente, que a vida nos vai oferecendo.
Beijos
Obrigada Maria
ExcluirOi querida, como está?
ResponderExcluirVocê tem toda razão, o imediatismo e a ansiedade da atual sociedade está excluindo os idosos.
O passado é importantíssimo para compreender o presente, e confesso que o passado mais me aprazia, muito mais do que essa atual era da Inteligência Artificial.
Beijos querida e antecipo desejos de um ótimo final de semana!! :))))
Obrigada Adriana
ExcluirNo subestimes el poder de tus palabras. ¡¡Es tan cierto lo que dices!! Solo espero que el futuro sea para mejor... 🙂
ResponderExcluirTe mando un gran abrazo, Mingdoll.
¡Que tengas un maravilloso fin de semana!
Obrigada Maria
ExcluirBoa noite minha querida amiga Mingdol. Minha mãe é uma idosa de 83, anos já mais colocaria ela num asilo. A minha mãe é o bem mais precioso, que eu tenho nessa terra. Uma excelente noite de sexta-feira e um grande abraço do seu amigo carioca. Grande Otelo, foi um excelente comediante. Espero um dia, conhecer alguma pessoa do Blogger, pessoalmente, já conheci pessoas da Ásia, por chamada de vídeo e conversava pelo celular, com minha saudosa e querida amiga Dina, que nos deixou por causa da covid. Tenho até hoje, três chaveiros (tenho uma grande coleção) e imã de geladeira, ambos de João Pessoa PB.
ResponderExcluirObrigada Luiz gomes
ExcluirMuchas gracias por tu amable visita.
ResponderExcluirUn placer llegar hasta aquí. Tu texto es muy reflexivo y bueno.
Un abrazo.
Obrigada Amalia
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