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Tania
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O direito de ser uma idosa "fora do padrão"
Algumas reações parecem ser de descrédito ou, pior, lançam aquele olhar como se eu fosse uma "pobre velhinha sem noção", e sem direito a me sentir ativa e feliz do meu jeito, mesmo lidando com as limitações da idade que, talvez, no pensamento da maioria, deveriam também limitar minha força de vontade.
Será que a sociedade, que agora vive mais, não consegue viver bem com essa conquista?
Ou será que viver mais, significa ficar presa num estereótipo que ficou no passado?
Crescemos diferenciados, cada um com uma personalidade e habilidades diferentes, mas temos que, ao envelhecer, nos enquadrar dentro de uma visão que agrade a todos os gostos. Sério?
Por que é tão complicado não ser uma idosa (ou idoso) "normal"? Nossa bagagem de vida e caminhos percorridos não são iguais, não é mesmo?
Café, netos e... um choque de realidade
Essa semana, numa clínica onde faço fisioterapia, reencontrei colegas de tratamento. Somos um grupo com diversas idades, mas a maioria já passou dos cinquenta. Falávamos de netos, animais de estimação e até trocávamos receitas, mas quanto o assunto virou para atividades do dia a dia, as diferenças brotaram.
As mais jovens, queriam mais tempo para descansar e nós, falávamos dos nossas cuidados com filhos e netos. Comentávamos das dificuldades que a idade traz. Eu participava concordando e sendo aceita , até a conversa chegar aos momentos de diversão e eu descobrir que minha imagem de vida ativa destoava da maioria.
O que uma senhora faz num festival de rock?
Eu gosto de passear, mas de escolher meus passeios: parques, museus, eventos de música. Se der eu vou, por que não? Sim, fui ao Rock in Rio! Pronto.
Primeiro o silêncio, depois a desconfiança visível nos olhares e, na sequência, a maldita pergunta: "Mas o que uma senhora faria num lugar desses?" Os motivos iam desde o muito barulho até ser um lugar de gente jovem. E vieram os risos, o deboche e a sensação que alguns olhares carregavam até pena por eu ser assim.
Como assim? Eu preciso me justificar depois de tantos anos? Eu tenho que me encaixar num perfil que fizeram pra mim? Por que não posso isso e devo aquilo? Quem criou as regras para ser um idoso normal? E quem disse que ser assim é o melhor?
São tantas dúvida que permeiam minha cabeça. Talvez a mesma quantidade daquelas que pessoas têm a meu respeito.
E a pior é: será que eu sou assim também? Será que uso a mesma régua para medir os outros?
Sim, porque, antes de tudo, busco as respostas dentro de mim, pois, mesmo pensando diferente, a nossa humanidade é a mesma. Então, quero me corrigir para ter argumentos e defender com força meu ponto de vista.
A beleza está na troca, não no molde
Não é a maneira como escolhemos viver que diz quem somos: isso são apenas escolhas. O que conta é nosso caráter, nossa maneira de acolher ideias diferentes e até de aprender com elas.
Uma vida pautada em trocas é mais divertida: as diferenças deveriam acrescentar e não incomodar.
Uma vovó no parque com netinhos é tão linda quanto uma vovó assistindo um show de rock, participando de uma roda de samba, vendo uma peça de teatro ou visitando um museu.
É o momento, é a troca, é a vida que importa.
Aí pergunto: quem criou as regras para cada idade? Acho que precisamos refletir sobre nossas expectativas em relação aos que nos cercam e abrir nossos corações para aceitar a felicidade alheia tanto quanto lutamos para alcançar a nossa.
Que tal essa ser a nossa reflexão de hoje?

Comentários
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Olá, bom dia de paz!
ResponderExcluirIdoso tem que fazer o que gosta.
Aproveitar a vida.
O que fez está feito.
Quem não o faz também está feito...
Recriminar não!
Temos que atender nossos gostos.
Eles podem ser diferentes de todos, mas são nossos.
Se não fazemos o mal a ninguém, tudo podemos.
Tenha dias abençoados na primavera!
Beijinhos fraternos
Obrigada Rosália
ResponderExcluirSer idoso não é o fim do mundo, é uma idade que já tem muitas experiências na vida, e tem muito o que viver e ser feliz, Tânia bjs.
ResponderExcluirObrigada Lucimar
ExcluirNão deve haver regras para envelhecer. A idade é um numero e cada um deve fazer aquilo que lhe faze bem independentemente da idade.
ResponderExcluirIsabel Sá
Brilhos da Moda
Obrigada Isabel
ResponderExcluirNão tem idade certa pra se divertir. As pessoas sempre querem apontar o dedo pro que fazemos. O importante é ser feliz e fazer o que gosta, independente da idade.
ResponderExcluirObrigada Shoemi
ResponderExcluirCada uno debe envejecer en sus términos. Te deseo una buena semana. Te mando un beso.
ResponderExcluirObrigada J.P Alexander
ExcluirÉ muito bom viver a vida do jeitinho que está vivendo Tania, sem se importar com que os outros estão falando ou pensando!! Ir a shows de rock, passear em parques, frequentar restaurantes e rodas de samba. Por que não? Tudo faz parte da vida e o melhor de tudo, se não há companhia para ir, ir sozinha também é uma maneira de mostrar que cada pessoa evolui de uma maneira e nada impede que possa se divertir e viver da mesma maneira do que os jovens. Somos apenas garotas crescidas, nada mais do que isso!
ResponderExcluirAmei o texto querida!
Beijos e uma semana linda!!
Obrigada Adriana
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