O crochê entrou na minha vida desde muito cedo. Com apenas 6 anos de idade, minha mãe já me ensinava a fazer os primeiros pontos. A ideia dela era a de que eu fizesse roupinhas para as minhas bonecas. Eu não podia brincar na rua, longe do olhar dela, a solução era fazer do quarto e do quintal, um lugar bem divertido. Eu vivia no meio de costureiras e artesãs: então, fazer meus próprios brinquedos fazia parte do processo.
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| "Personagem e imagem gerados por IA " |
Minhas bonecas eram muito bem vestidas e o papelão era a matéria prima dos móveis da minha casa de brinquedo. Retalhos não iam para o lixo: eram transformados em acessórios, roupas e até na decoração da casa das bonecas.
Na minha infância, brincar fazia parte do aprendizado de como ser adulta, só que de uma forma que me fazia aguardar pelo futuro com a curiosidade de quem vai ganhar um brinquedo novo, só que maior.
Minha mãe dizia, que era a idade melhor para se cultivar bons valores e, hoje, ao lembrar disso, quase posso ouvir seus conselhos, após cada brincadeira. Sim, pode parecer estranho hoje em dia, mas minha mãe brincava comigo, do jeito dela.
Seus afazeres domésticos contavam com a minha presença: como assistente mas no meu universo.
Se a tarefa era lavar a louça, lá estava eu, num canto da cozinha, lavando uma enorme quantidade de pratinhos de papelão coloridos com giz de cera na minha pia de caixa de sapatos. Até nosso avental era feito do mesmo tecido. Só o cansaço que diferenciava mas a alegria da companhia, tenho certeza, era mútua.
Foram precisos alguns aniversários para eu fosse "promovida", subisse num banco e lavasse meu primeiro copo de plástico , com agua e sabão de verdade, com o mesmo cuidado como se de vidro fosse.
Hoje, essas lembranças tão inocentes, fazem parte do álbum das minha memórias mais felizes , misturadas à saudade que parece o primeiro sentimento que ganhei depois que cresci.
Hoje, quando vejo as minhas artes nas mãos da minha filha, eu lembro da minha época de aprendiz. São experiências diferentes, ela aprendeu por opção mas tenho certeza de que minha mãe estaria feliz de ver como a semente que ela plantou fez quem somos. O saber é a melhor herança que podemos deixar para as novas gerações.


Bom dia, Mingdolls
ResponderExcluirQuanta criatividade fazer os próprios brinquedos! Ter a sua mãe brincando com você foi maravilhoso. Ela ensinou valores preciosos. Eu também costumava brincar com os meus filhos na infância e, até hoje, com eles adultos, a gente ainda joga bola e dominó. Um forte abraço.
Obrigada Lucinalva
ResponderExcluirOlá, Mingdoll, que lindo esse seu blog, vi várias postagens suas, adorei, me vi nelas, amiga!
ResponderExcluirMinha infância foi igual a sua, vestidinhos para minhas bonecas, artesanato...depois, já adolescente fui mudando, e me especializei em Arte Sacra, no meu outro Blog, Das Artes, na guia de cima. Dava aula, mostrava tudo na televisão num programa de variedades. Esse meu 'Das Artes' está com um pequeno problema que tenho de arrumar, mas dá para ver muita coisa.
Parabéns pelo bom gosto, pelo artesanato, por tantas coisas lindas que me levou à infância.
Obrigada pela sua visita.
Não consigo seguir mais blogs, o Blogger tem limite para seguir, colocarei seu blog na minha coluna, embaixo, "Blogs Amigos". Saberei quando você postar.
Beijinho 🌹
Obrigada pelo carinho,Taís
ExcluirMingdoll boas lembranças suas de infância, desejo uma ótima quinta-feira bjs.
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