Solitude : uma questão de escolha


                                      O caminho que imaginamos

 Joana sempre foi uma pessoa independente. Ainda jovem, para ajudar no orçamento familiar, arranjou um emprego. Na adolescência, a escola e o trabalho viraram desafios; o trabalho venceu. Na idade adulta, enquanto assistia de camarote seus irmãos irem deixando a casa dos pais, um a um, contava nos dedos quando também iria ter sua casa e sua família.

                                    Os atalhos que escolhemos

O tempo passou e, depois de vários relacionamentos que não deram frutos, ela decidiu que focaria em sair para a casa própria, acompanhada ou não. E assim, mesmo sem um anel nos dedos, seguiu seu caminho. Os amigos no início a acharam corajosa, mas, à medida que eles viravam avós, a vida dela pareceu incomodá-los ,não a Joana, que continuava fazendo tudo o que sempre gostou, sendo a única dona dos seus horários.

                             Os presentes que a vida nos oferece

                                  Para ela os dias passavam muito rápido. Era uma artista nas horas vagas: pintava, escrevia, decorava, dançava e soltava a voz no karaokê. Para controlar o peso, que a assombrava: academia . Para chamar o sono, que para alguns só vinha com remédios: livros, com uma leitura leve e cômica. Para os dias chuvosos: fotos dos encontros que a vida lhe deu, porque a saudade também faz bem.  

                              Encontre a sua felicidade

Ela aprendeu a dosar sentimentos ao longo do dia. De manhã: esperança; de tarde: otimismo; de noite: gratidão. Não planejou ser só, mas recebeu de bom grado a sua própria companhia. Porque ser feliz é momento, é paz, é aceitar-se, e é melhor do que estar acompanhado numa prisão de alma.


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