Hoje, quando pensamos em costurar, logo nos vem à mente a máquina de costura. Com diversos modelos, sejam eles eletrônicos ou mecânicos, elas transformaram a rotina exaustiva das costureiras medievais.
Antigamente, costurar era um processo laborioso que exigia grandes sacrifícios dos artesãos da época. Não se encontravam roupas prontas em cada esquina; as peças eram feitas sob encomenda, o que as tornava muito caras. A classe mais pobre precisava confeccionar suas próprias vestimentas utilizando os parcos recursos disponíveis.
Contudo, a escassez não os impediu. Dessa persistência, nasceram os grandes mestres da costura. Embora as vestimentas fossem necessárias a todos, o acesso a peças de qualidade era um privilégio de poucos; vestir-se bem podia abrir portas e garantir bons casamentos
O tempo passou, mas alguns povos ainda veem na costura à mão a sua identidade. Os Amish são um exemplo notável. Sua cultura está profundamente ligada aos trabalhos manuais. Seja por tradição familiar ou motivação religiosa, costurar à mão é uma atividade que une a comunidade e o conhecimento é transmitido de mãe para filha.
O resultado são peças costuradas com perfeição e equilíbrio. Eles dominam a técnica do patchwork, reunindo retalhos de forma organizada para criar padrões coloridos e simbólicos, dando vida nova ao que seria descartado.
Pela alta qualidade e beleza, suas colchas são muito apreciadas, gerando renda e reconhecimento para as mulheres por trás de cada ponto.
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| bolsinha pequena toda feita a mão |
Em uma sociedade que tem pressa, a costura à mão parece caminhar no sentido oposto a tudo o que conhecemos. Mas será que existe algum benefício em restaurarmos essa arte? A resposta é, sem dúvida, sim.
Os benefícios são inúmeros: vão desde o cuidado com a saúde mental até o aprimoramento de nossas habilidades cognitivas e motoras. O ato de costurar manualmente reduz a ansiedade e o estresse, melhora a concentração e, além de ser um hobby gratificante, pode se tornar uma fonte de renda. O uso das mãos nos mantém focadas, ampliando nossa percepção sobre cada detalhe da peça.
A costura manual pode parecer deslocada na correria do mundo moderno, mas, na verdade, ela funciona como um oásis em meio à turbulência desse deserto.
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| dois modelos de bolsa. A maior feito de tricoline com viés. A menor feita no tear uma diferença além do tamanho é um botão único na parte interna da bolsa. |
Para ilustrar essa transição entre o moderno e o tradicional, trago hoje dois modelos de bolsa. A maior, feita em tricoline com acabamento em viés, representa a estrutura e a praticidade. Já a menor, tecida no tear e finalizada com um botão único na parte interna, carrega a essência do trabalho manual.
É nesse momento de delicadeza onde exercitamos a paciência e o foco que podemos criar peças verdadeiramente únicas. Em resumo, a invenção das máquinas foi um divisor de águas no quesito agilidade; mas costurar à mão exige, acima de tudo, paixão pela perfeição e a vontade de se reencontrar em cada ponto.




Vi8m agradecer teu comentário por lá e me deparo com esse lindo blog!
ResponderExcluirRealmente costuras e tudo feito à mão serve para desacelerar a vida, nos permite pensar nela enquanto cada pontinho damos!
beijos, ótimo dia, chica
Que blog lindo! Adorando conhecer teu cantinho e aprender um pouquinho sobre cultura e costumes. Um abraço!
ResponderExcluirA costura à mão é uma meditação! Bjs
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