Bonecas: onde a História e o Artesanato se Encontram

 As bonecas sempre fizeram parte da minha vida. Não só na infância, mas elas foram uma das primeiras peças que criei quando comecei a trabalhar com artesanato. Mais tarde, comecei a montar uma pequena coleção que hoje é parte essencial da decoração do meu quarto.


Hoje, encontramos inúmeros tipos de bonecas: das que falam, andam e dançam, até as de pano, que continuam encantando crianças e adultos.

Mas você sabia que a origem delas está ligada à própria história da nossa civilização?

As primeiras bonecas surgiram no Egito Antigo e na Babilônia. Eram feitas de madeira e serviam como amuletos místicos. Foi só mais tarde, na Grécia e em Roma, que elas foram finalmente introduzidas no universo infantil.

Com a Revolução Industrial, surgiram as famosas bonecas de porcelana e de papel machê.

Após a Segunda Guerra Mundial, o plástico barateou a produção, permitindo que as bonecas chegassem a todas as classes sociais.

Mesmo com tanta tecnologia, as bonecas de pano, confeccionadas com tecidos, ainda encantam a todos. Quero destacar as Abayomis (nome que significa "encontro precioso"). Por muito tempo circulou uma lenda sobre sua origem, mas a verdade é que elas foram criadas pela artesã e educadora brasileira Lena Martins, para trabalhar a autoestima de crianças e mulheres negras através da arte dos nós.


E, por fim, não posso deixar de falar das Blythes, as queridinhas de nós, colecionadores. Criadas originalmente em 1972 pela Kenner, elas foram um fracasso de vendas na época por serem consideradas "assustadoras" devido aos olhos grandes que mudam de cor.




Anos depois, fotógrafos e colecionadores redescobriram o charme melancólico dessas bonecas. Hoje, as Blythes são o maior exemplo de fashion dolls para adultos, permitindo personalizações (customs) que as transformam em verdadeiras obras de arte únicas.



Nota: Pesquisei e comparei fontes para trazer essas informações, mas histórias antigas podem ter versões diferentes. Quando for lenda ou tradição oral, indico. Considere isso um ponto de partida para sua própria pesquisa!

Comentários

Postar um comentário

Seu comentário é a vida do blog.
se gostou, não deixe de seguir.