PONTO RUSSO: CONHEÇA A MAGIA DO BORDADO

O Ponto Russo é uma técnica de bordado encantadora, cujo principal diferencial é o efeito de relevo que cria na peça. Geralmente, ele é executado com linhas finas e uma agulha específica, projetada para criar as pequenas alças de fio que dão textura e uma aparência aveludada ao trabalho. Sua origem, como o próprio nome indica, remonta à Rússia, mas hoje a técnica conquistou o mundo inteiro e é amplamente conhecida como Punch Needle.



Um registro de alguns anos atrás, mostrando que a paixão pelo Punch Needle me acompanha há muito tempo




imagem das costas da almofada


Com o tempo, surgiram diversas variações tanto do bordado quanto das ferramentas. Uma das mais populares é a Agulha Mágica. Embora o conceito seja semelhante ao do Ponto Russo tradicional, a agulha mágica é mais robusta, permitindo o uso de fios mais grossos, como lãs e barbantes. Isso possibilita a criação de peças maiores e mais rústicas, onde a criatividade não tem limites.

Para uma execução perfeita, o uso do bastidor é fundamental. Ele mantém o tecido bem esticado, garantindo que os pontos fiquem uniformes e o relevo não se desfaça. Existe uma grande variedade de formas e tamanhos de bastidores, e a escolha depende tanto do tamanho do projeto quanto do gosto pessoal de cada artesão inclusive, muitos utilizam o próprio bastidor como moldura final para decorar o ambiente.
A versatilidade dessa técnica é imensa. Com esses pontos, você pode criar desde toalhas delicadas e almofadas aconchegantes até tapetes modernos. É um tipo de trabalho manual que pode ser desenvolvido por pessoas de qualquer idade, exigindo apenas atenção e paciência. Em pouco tempo, o desenho no tecido ganha vida, tornando-se um objeto que valoriza a decoração e pode, inclusive, servir como uma fonte de renda.
Aviso importante: Como a técnica utiliza uma agulha específica, não recomendo o uso para crianças pequenas. Para crianças maiores, a supervisão de um adulto é essencial para garantir a segurança durante o aprendizado.































ARTETERAPIA: A VOZ QUE A ARTE DEVOLVE

Faz mais ou menos três anos que participo da Casa de Convivência, aqui no Rio de Janeiro. Este é um projeto feito para que nós, idosos, possamos participar de atividades físicas e artesanato, além de nos encontrarmos e fazermos amigos. No entanto, para mim, o projeto traz mais do que apenas uma oportunidade de cuidar da saúde física.

Estar em um ambiente acolhedor e trocar experiências tem um efeito direto na nossa saúde mental. Se eu pudesse definir o projeto, diria que ele é focado em nos mostrar que, independentemente da idade, ainda podemos aprender muito com nossos semelhantes e, de quebra, nos conhecer melhor, percebendo o quanto somos capazes de realizar grandes coisas.


Uma das atividades de que mais gosto, claro, é o artesanato, mas lá tive contato pela primeira vez com a arteterapia. Confesso que não a conhecia e, por isso, resolvi saber um pouco mais. A definição de arteterapia é uma abordagem terapêutica que usa recursos artísticos como pintura e desenho para que possamos nos comunicar e expressar melhor nossos sentimentos.




Para quem nunca havia participado, como eu, o processo parecia meio infantil no começo. Mas, à medida que a professora ia nos orientando, vi que tínhamos liberdade para nos abrirmos através da arte. A música, muito utilizada nas aulas, junto aos pincéis e lápis de cor, cria momentos de paz e harmonia. A professora sempre finaliza permitindo que a gente diga o que sente ou como nos vemos através da arte que criamos. Isso gera um ambiente de acolhimento e amizade entre a turma.


Sempre me vem à cabeça a ideia de que nós, idosas, gostamos de ser ouvidas. A arteterapia e outras atividades nos devolvem a voz que, às vezes, ficou reprimida com o passar do tempo. Assim sendo, como tantas outras atividades importantes que temos nas Casas de Convivência, essa é certamente uma que todos deveriam ter a oportunidade de conhecer e participar.

NATAL: UM REENCONTRO COM O AMOR DE DEUS

"Hoje é véspera de Natal, um momento em que as famílias se reúnem para trocar presentes, compartilhar a ceia e rever amigos e parentes distantes, todos unidos pelo desejo de que o mundo se torne um lugar melhor para viver.

Acredito que o Natal tenha um significado diferente para cada pessoa. Isso depende de suas crenças, de sua experiência de vida e até do momento que cada um está atravessando. Se para uns é um período quase mágico, para outros pode trazer melancolia e, por vezes, solidão. No entanto, não podemos negar que a data faz parte de nossas vidas e nos afeta, queiramos ou não.
Sentimos a necessidade de espalhar sorrisos e desejar um 'Feliz Natal' para aqueles que amamos. Eu não sinto essa magia quase infantil há algum tempo, mas decidi que o Natal é o momento perfeito para agradecer. É a hora de deixar de lado os sentimentos que não me fizeram bem durante o ano e focar nos momentos que fizeram minha vida valer a pena. Sim, a gratidão é o que busquei para tornar meu Natal tão incrível quanto ele é para tantas outras pessoas.
Para mim, trocar presentes perde o sentido diante da grandeza de Deus. Como retribuir por tudo de maravilhoso que Ele nos deu? Como retribuir a um Deus que me acolheu, me ouviu e me orientou em cada segundo deste ano — mesmo enquanto eu reclamava, cometia erros ou esquecia que devia tudo a Ele?

Assim, para aqueles cujos corações já não celebram mais o Natal, deixo um convite: que tal dar a essa data um novo significado? Talvez um recomeço, uma esperança ou lágrimas de perdão. Talvez você precise se perdoar e se amar para enxergar além das luzes, das árvores e dos presentes. Talvez precise apenas voltar a se ver como uma dádiva de um Deus que deseja apenas a sua gratidão e a sua sinceridade.
Um Feliz Natal para todos!"










OS DESAFIOS DO ENVELHECER: UMA VISÃO PESSOAL

Chegar à terceira idade é um privilégio que traz muitos desafios. Escolhi três deles que, na minha opinião, são os que mais influenciam a vida de pessoas idosas como eu. São eles: a solidão, as limitações e a invisibilidade social; mas há outros, não menos importantes, que podem ser temas para outras conversas no futuro.


PRENDEDOR DE CORTINAS

Dia das mães chegando e eu trouxe para vocês uma lembrancinha hiper fofa que fiz.
É simples e fácil,por isso deixo como sugestão para quem quer aproveitar sobras de papelão e tecido.


                               


                                     A decoração ficou por conta das flores de tecido .

                                 A ideia é bem legal,para o aro basta cortar um circulo de 12 cm 2m papelão ou se preferir usar um cd,marque e corte,Depois bastar forrar com fita com cerca de 2 cm da cor de sua preferência.

   O palito de churrasco é perfeito para prender a cortina ao aro,apenas cubra-o com o restante da fita,eu coloquei uma meia pérola de acabamento na ponta.

                    Use sua criatividade para fazer seu prendedor e o material que esteja à mão,que será um sucesso tenho certeza.

RIO ANTIGO: FRAGMENTOS DO PASSADO E DA NOSSA HISTÓRIA

 O Rio de janeiro, não é só Carnaval por trás de cada construção, de cada monumento há uma história esperando para ser contada. Muitas tão incríveis que acabaram virando lendas e mistérios que ainda nos fascinam!

É um pouco desse tesouro histórico que podemos encontrar no livro Fragmentos do Rio Antigo, de André Luiz Mansur e Ronaldo Moraes. 




RECICLAGEM: TERAPIA, APRENDIZADO E RENDA NA MATURIDADE

Diariamente descartamos materiais que consideramos inúteis. Dar uma nova vida a esses materiais, criando peças únicas, é uma das grandes vantagens de participar das aulas de reciclagem.

Com as festas de fim de ano chegando e as decorações natalinas ocupando ruas e lojas, muitas vezes esquecemos que podemos criar enfeites diferentes apenas prestando atenção na quantidade de coisas que desperdiçamos e jogamos no lixo.


PINTURA EM TECIDO: DESAFIANDO OS PINCÉIS

Oi pessoal,
aqui estou eu novamente para mostrar à vocês mais um pouquinho das minhas arteirices.

Tenho um sério problema de não ficar fazendo só um tipo de arte, não que eu me canse dessa ou daquela técnica,simplesmente gosto de novidades.
Sempre falei que não me dou com pincéis,eles na verdade é que não gostam da minha companhia,mas semana passada resolvi dar outra chance ao nosso relacionamento rs

E cá estou para exibir o resultado da experiência,não sei se terá futuro mas é bom fazer as pazes.




                                   

DEPOIS DOS SESSENTA: UM RECOMEÇO CHEIO DE LUZ

Depois de uma pausa nas postagens do blog, decidi retornar a escrever, agora mais focada nas experiências que tenho vivenciado depois dos sessenta.
Na verdade, este tem sido um tempo de descobertas — algumas que até me surpreenderam.

A vida depois dos sessenta pode e deve ser vivida com intensidade.
Somos prioridade, sim, mas isso não significa limite; significa que já estamos aprendendo há mais tempo que os mais jovens — e somos bons nisso: aprender e reaprender.

A HISTÓRIA QUE VIVE EM NÓS: UMA JORNADA DE APRENDIZADO E REFLEXÃO

Ontem, a Casa de Convivência Clara Nunes, no Rio de Janeiro, promoveu um passeio que levou eu e minhas amigas a um verdadeiro mergulho na história da escravidão na cidade.
Foi uma oportunidade para aprendermos mais sobre o nosso passado e refletirmos sobre o presente.

A primeira parada foi no Museu dos Pretos Novos, na Gamboa.
Lá está localizado o antigo Cemitério dos Pretos Novos, onde, entre 1769 e 1830, muitos africanos que chegavam escravizados foram enterrados. O local permanece preservado e pode ser visitado.

Outro lugar que conhecemos foi o Cais do Valongo, que foi o principal porto de chegada dos africanos escravizados vindos do continente.

Cais do Valongo

Passeios como esse nos ajudam a entender nossa história e, ao mesmo tempo, permitem compartilhar bons momentos com as amigas da Casa de Convivência Clara Nunes.

O projeto Casas de Convivência, no Rio de Janeiro, tem como proposta oferecer um espaço para pessoas a partir dos 50 anos se socializarem, praticarem atividades físicas, teatro, coral e artesanato, promovendo o envelhecimento saudável e resgatando a autoestima dos idosos.

livro indicado: O Crime do cais do Valongo,um romance que mostra um pouco da sociedade da época escrito por Eliana Alves Cruz



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